E vão dois! As revoluções, a par com a gravidez, são consideradas estados de graça.
Dois governos tombados pela força comum. O da Tailândia, e agora o da Grécia que, se não cair, vai ficar muito abananado. E no período de uma semana! Não conheço a situação nem de um, nem de outro. Mas que cheira a Revolução, lá isso cheira!
E eu que temia que a populaça já só quisesse comprar plasmas… Mas o eterno e no limite corajoso homem comum é ainda capaz de se zangar. Continua a alimentar as ganas de bater o pé. Depois de um certo ponto a revolta deixa de ter volta. Foi imparável em Praga, em Paris/68, em 74 em Portugal, nas vésperas das eleições em Espanha depois de nossos vizinhos terem descoberto que Aznar manipulava as informações sobre o 11 de Março, tentando acusar a ETA do que todos nós cá fora sabiamos ser obra da Al Qaeda.
Já em Portugal se tinha visto as imagens das fitas amarelas escritas em árabe que envolviam as mochilas dos bombistas e ainda ali em Ayamonte eu falava com as pessoas da rua e me espantava por ninguém saber a nacionalidade dos terroristas.
Só dois dias depois um punhado de eleitores se pespegou frente à sede do PP exigindo informações. Quando a polícia começou a pedir a identificação à meia dúzia de protestantes todos os que passavam empunhavam o seu BI e exigiam ser identificados também. Tornou-se complicado para um pequeno grupo de polícias, de bastão e escudo, anotar os dados das cada vez mais pessoas que se dirigiam ao local. Em minutos eram milhares.