India Velha

Novo galardão

Junho 25, 2008 · Deixe um Comentário

O galardão “Este blog não tem peneiras” começou a ser atribuído hoje a alguns blogs.

 

 

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Ai Jesus, os blogs que vi

Junho 25, 2008 · Deixe um Comentário

Jesus, Maria, José!

Mas quem me manda andar a meter o bedelho nos blogs todos? Claro que saí enxovalhada! São todos tão cultos, sobretudo os das senhoras e dos professores, que ainda não percebi se o Pedro Mexia morreu mesmo, ou não. Mas consegui compreender que hoje estão todos a dar porrada na Maria Teresa Horta por causa de um congresso feminista em Lisboa, queimar próteses de silicone e o Inimigo Público pelo meio. 

1. Queimar próteses de silicone é que não, por favor. Guardem-nas, pode ser que um dia eu venha a precisar, assim gasto menos na cirurgia. Mesmo que não precise, pode apetecer-me mudar de feitio. Mais assim para o oval, ou quem sabe em forma de pêra.

2. Mas se é mesmo necessário queimar próteses de silicone, então podemos também queimar aqueles pacotinhos com tinta para o cabelo? Podemos ou não? Expliquem-me, que eu não quero ficar de fora.

3. Mas penso que não, não se queimam tintas de cabelo. Costumo ver aquelas fotografias pequeninas das senhoras que escrevem nos jornais e têm quase sempre o cabelo pintado, com as raízes pretas, que é uma moda que inventaram para ninguém dizer que não foram ao cabeleireiro, assim como quem diz “sim, pintei o cabelo UMA vez aqui há dez anos e estou à espera que isto desapareça”. Pronto, agora baralhei-me. Bem dizia a minha mãe que não jeito para estas coisas.

Também estive no blogue de uma senhora que trabalha de escorte e se queixa da falta de respeito dos clientes.

Há um senhor que só fala de educação. Outro que se acha subversivo. Outro ainda que estima o seu orifício umbilical. Mas o que mais me fascina são os que escrevem para os leitores que pensam que têm. Pedem desculpas por não terem postado, como se os outros ficassem paralisados à frente do ecran em total abstinência até verem nascer mais um magnífico post. 

Agora, caros leitores assíduos, vou embora-me (antes dizia-se vou-te comer e agora vou comer-te) porque isto cansa. Eu sei, eu sei, mas prometo voltar, não desesperem.

Categorias: O delírio dos outros
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