Espíquer
Com acento e tudo. Maria da Encarnação, tu que te armas em faladora de castelhano, embrulha. Toma lá uma que não conheces. Continuo a ler no El País a crónica habitual de um dos meus predilectos. Sem medos. Até que blá blá no seu programa de rádio, tal e coisa…
Pois é, Maria Antonieta, eles levam o inglês mais a sério que nós, e como espanhóis que são não brincam em serviço.
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Já ligaram o Natal!
Soltaram a Popota e a Leopoldina e andam-me a engalanar a aldeia com luzes de meter medo.
E eu que me esqueci de comprar a caçadeira nos saldos, lá vou ter que sobreviver a dois meses de pavor, com curto descanso para nova maratona comercial do dia dos namorados, seguido das amêndoas da Páscoa, o Dia da Mãe, o Dia do Pai, pausa em Junho e mais uma corrrrrrrrrrrida, peça crédito e vá de férias à Balconésia ou querendo fique pelas Seixais. Em Setembro repare os danos nos cabelos causados pelo sol, olha o material para a escola dos putos, e Outubro…
Outra vez Natal.
Sádicos de merda.
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Sou a alegre, preocupada, empenhada e compulsivamente proprietária de uma Ariston Hot Point, depois de a minha Indesit ter decido reencarnar em casacos de lã polar, botas de explorador, latas de ervilha, arte em vidro dinamarquês e tantos outros etcéteras. Mas Hot Point traz-me à lembrança esquinas de má fama, meias de rede, latex, ou um pequeno balcão com bebidas de onde se soltam espirais de fumo, sombrinhas e rodelas de laranja.
O rapaz que a veio entregar acha-a tão bonita que devia ficar na sala. Também acho. Debaixo do plasma, ou LCD, ou lá o que é aquela coisa rectangular e sem profundidade onde vemos televisão. Contudo, colocam-se-me dois problemas:
- Não a acho assim tão bonita.
- O tal de plasma/LCD é tão fino que não dá para pôr o naperon com a jarrinha do chinês encimada por um belo bouquet de plástico, ladeando o cão de loiça que a vizinha me ofereceu no Natal passado.
Mas a verdade é que estou mesmo empenhada. Não contava com a despesa.
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Passei a compreender melhor os humanos desde que soube que partilhamos 50% dos nossos genes com o mosquito da fruta.

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A máquina de lavar avariou-se.
Apanhei uma intoxicação alimentar com uma (UMA) ostra.
Fundiu-se uma daquelas lâmpadas que duram 10 anos.
Avariou-se o modem.
Esqueci-me da palavra chave para aceder ao bloga-mos.
Esqueci-me da pista para a recuperar.
Assim, por esta ordem.
Não foi um fim-de-semana sereno, mas continuo agnóstica como deus quer.
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O médico diz que estou benzinho. Mas como também confunde dispepsia com dislexia e acha que a Estrela do Oriente é um super mercado cá da terra pondero procurar uma segunda opinião.
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Fui-me ali à do Ligério mais a Matilde, com ganas de comer uma posta mirandesa. Saudades do Norte e da minha tia Maria. O Mestre estava ao leme, e do pedido do empregado só ouviu “esa”. Minutos depois vem cá fora negociar. Só lhe restava uma dose, pelo que se propunha misturar com outra dose de uns secretos muito bons que lá tinha. Não sou fã de secretos, mas lá acedemos. Fomos comendo. Bem boa a vaca mirandesa. Pelo meio surgiu de novo o mestre, se a presa estava boa. A quem? A presa paleta, pois então…
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O blog está morto, demiti-me, fui despedida, eu sei. Só cá vim buscar um agrafador que deixei no desktop, e aproveito para dizer que há um blog de que gosto: Passe Vite

Até mais ver…
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…
Sim!, ainda sou a mesma.
A do amor transbordando
pelos carregadores do cais
suados e confusos,
pelos bairros imundos e dormentes
(Rua 11!…Rua 11!…)
pelos meninos de barriga inchada e olhos fundos…
Sem dores nem alegrias,
de tronco nu
e corpo musculoso, a raça escreve a prumo
a força destes dias…
E eu revendo ainda, e sempre,
nela,
aquela longa história inconsequente…
Alda Lara
Termino por aqui. Ou não. Aliás, um dos meus defeitos preferidos é o não saber dos meus amanhãs.
Obrigada.
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Se alguma vez voltar a produzir um filme, será com o Steven Segal. O que o homem poupa em guarda roupa e cabelos é um consolo.



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Amo o António Lobo Antunes. O cretino que espreita pelas grades as tristezas dos outros e corre para casa a contá-las, ainda mais alargadas, com marquises com vista para Almada e antenas de televisão pelo meio. Amo o que conhece as pessoas que moram na Bobadela e lhes fareja os sonhos, o tolo que ora crê em Deus, ora se afasta e que acha que se não fossem os cuidados dos irmãos, a esta hora pedia esmolas nos semáforos. O que em poucos anos de Angola consegue ver a diferença entre a chita da saia da menina branca criada no musseque e a da menina igualmente branca criada nas avenidas. O que calou barbaridades e curou as vítimas, o que só uma vez escreveu sobre isso e chegou.
Acabo de ler a crónica De Profundis na Visão…
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He leído la carta que me has escrito un Marzo de los ochenta. Ahi me contavas una historia que habias escrito en la carcel en Argentina, en el 78. Un cuento de princesa y pescador. Me pedías un título y un final. Yo tenía 18 años y tú 35. Amnistia Internacional te había sacado de la carcel, trás meses de tortura. Estabamos enamorados. Passábamos las tardes en tu casa, besandonos y leiendo las tiras de Mafalda. Cenava contigo y quando llegava a mi casa encontrava una carta tuya en el buzón. Cada día, sin faltar. Quando volví a Alemania con mi hijo enfermo, conseguí tú telefono. Vivias en otra ciudad. Fue la ultima vez que oí tu voz. Gracias por todos los cuentos.
A Juan M. G. Arias, que não conseguiu parar as balas dirigidas a Allende. Creio que vive agora em Madrid. E que se fodam as secretas.
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De quem parece ser filha?

Esta,

esta e outras sete filhas podem ser vistas na sempre magnífica Vanity Fair
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E eu que sou leitora compulsiva, encho-me de angustias quando já só tenho dois ou três livros por ler. As pilhas vão-se espalhando pela casa. Nasceu então o Leitor de Café, onde qualquer um pode procurar ou oferecer livros usados, semi-novos ou assim-assim (livros sobre criação de periquitos ou aquariocoisía não serão bem vindos, claro) Literatura, poesia, ensaio, BD, o que mais houver. Sem intuitos lucrativos para mim, só mesmo para ver bons livros passarem de mão em mão a preços practicáveis.
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O Blogspot matou o Messineto.
Renasceu agora em:
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Era uma vez uma tríade, melhor, uma máfia mística*, em que jogavam MA de Ma Baker (Ma Barker, no original), FI de uma qualquer fidalguia e A, a primeira letra do ABC. Foi-se, se o meu instinto não me trai. Não ponho links, ponho flores e acendo velas. Eu, por mim, fico, e vontade não me falta de agarrar na Uzi (Uzo), nesta terra branda, e mandá-los todos escrever, à força.
Ma Barker
* Myriam Szabo, Máfia Mística é marca tua, bem sei, mas calhava tão bem… Onde andas?
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De repente, uma dúvida existencial:
Quem não tem Banda Larga tem o quê?
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Domar as palavras. Não dizer coisas ridículas. A saudade de uma semana, a ausência de notícias, se levou pontos no sobrolho, se está bem, se tem quem lhe cure as feridas. Chego a gostar dos cães que mordem. As visitas ao mail e o espiar das estatísticas não passam de sintomas vulgares dos setembros a sul. Não passa disso.

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Glup!
E a sociedade não está consciente da influência do debate ético que suscitará tudo o que poderemos fazer com o cérebro.
Como por exemplo… Poderemos ler o cérebro como uma janela aberta, saber o que pensa uma pessoa. Poderemos manipulá-lo, estimulá-lo, fazer ver coisas que na realidade o indivíduo não vê, fazer sentir coisas que não se sentem. Poderemos saber como ensinar as crianças para que aprendam.
Carlos Belmonte, Presidente do Instituto de Neurociências de Alicante, onde investigam e pesquisam 111 países, em entrevista a Gabriela Cañas, El País, hoje.
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www.meninas indias trepando
não é aqui, mas continue sua busca, tenha fé e vá em frente que atrás tem gente. Aqui só tem Índia Velha e no meu quintal não tem coqueiro pa trepar, não. Só roseira mesmo.
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A Ruth, recém chegada de São Paulo, brancheé com só ela, produz adereços num filme publicitário. Numa pausa, decide conversar com os polícias de serviço à produção. É, aqui até que é bom, né, policial pode fazer uns bicos por fora para arredondar o orçamento. A autoridade afasta-se e a moça fica sem perceber porquê. Ela queria dizer gancho… Quando em João Pessoa a empregada disse que o meu filho estava a fazer bico, corri para o quarto dele. Estava a fazer beicinho. Aqui na zona nascem bicos às pessoas. Borbulhas é mais para norte. E no novo cartaz do Sócrates, aquela boquinha é de quê?
Peço desculpa à blogger a quem piquei a fotografia, mas por mais voltas que dê, não dou com o link.
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Tagged: Sócrates (o ministro)
Já é o segundo número da Vogue em que me atiram à cara que o que está a dar são os boyfriend’s jackets. Quer-me parecer que tenho que arranjar um rapidamente, para lho poder pedir de empréstimo.
Não sei se é do tal de “caos astral” que rodeia o dia de aniversário de cada um; o certo é que em Setembro sinto mais queda para estas coisas de fêmea.
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Diz-me o teu nome para te pedir ao Pai Natal
é um piropo e peras.
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Ando desde ontém para dizer que bolçar é com c de cedilha, mas como não consigo refrear a alegria de ter net novamente em casa…
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Agradeço do mais fundo do meu eu à anónima alma que mandou a casa Hermès de Lisboa entregar via UPS, GPS, RTL, ou lá o que são aqueles rapazes suicídas das fragonetas, 100ml do mais puro Amazone, aqui mesmo à minha porta. Sem embrulho panasca, o que é de homem. Confesso que não uso disso vai para 3 anos, agora ando mais agarrada ao Concentré d’Orange Verte para os fins de tarde e à Eau de pamplemousse rose pela manhã. Não, não é recado, estou servida, tagradecida.
Lá para 11, o dias das torres gémeas, o que eu gostava mesmo era de sorver um nectar com os dois desalmados que tanto estimo, Arquiduque e Pipo Montoya, agora a sul. Mas como a vida não é de bonecos, lá me contentarei em enfardar umas travessas de ostras e um panelão de ameijoas ali em Cacela a Velha, invocando a presença espiritual de Ibn Darraj, um dos meus poetas predilectos, que por lá nasceu vão muitos séculos.
Pêésse: Montoya porque gosto da sonoridade.
Pêésse dois: Tratarei de enfardar com o dedo mindinho bem esticado, para pensarem que sou fina.
Pêésse três: Mas afinal quem é que me mandou o Amazone?
Pêésse quatro: Não acham que o Socrates está um bocado apaneleirado?
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Dá-me a mão, amor,
vê que fria está;
dá-me a mão, amor,
fria de não amar.
As janelas choram chuva,
tal como chora a roseira,
a árvore também chora
e eu, que chorar não sei.
Vós, que matais olhando,
olhai-me, mesmo que me mateis,
que prefiro morrer,
a viver sem que me olheis.
Eu mesma não me entendo
nem ninguém me pode entender,
digo que não te quero e venho
sempre a morrer por ti.
…
Maria del Mar Bonet
Os catalães têm esta maneira antiga de dizer as coisas, e até de falar, que tanto estimo.
Pêésse.: Bem ou mal, o amor ainda tem a sua pilhéria
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Rapazes, vaiam lá que ides gostar!

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De 1969 a 1974 vão cinco anos. Cinco anos em que vi a minha mãe espreitar para dentro do átrio do prédio antes de entrar. Evitava cruzar-se com os funcionários da Caixa da Polícia que tinham o escritório no 10º andar, um piso acima do nosso. A Pide não a deixava trabalhar, o meu pai tinha morrido ‘em serviço’ e entre a renda alta (o meu avô não incutiu nos filhos a cultura da propriedade privada), o colégio caro e as outras coisas, o assunto não estava fácil. Mais a mais, com as qualificações dela, era difícil que de um dia para o outro não surgisse um trabalho bom. Mas mesmo assim, de cada vez que se cruzavam connosco, os da Caixa faziam questão de lembrar as rendas em atraso, perante toda a vizinhança. A minha mãe calava, pegava-me na mão e baixava os olhos. Em 74 as coisas mudaram. Houve a guerra civíl, não havia açúcar, e a minha mãe comprava marmelada para adoçar o meu leite, quando o havia. Os cavalheiros, encabeçados pelo chefe, que era surdo, usava Sonotone e falava muito alto dirigiam-se em bloco ao ministério da minha mãe, atestados médicos numa mão e quilos de açúcar ou de café na outra. Ou volumes de cigarros, que ainda valiam mais, apesar de ela não fumar. Pediam uma guia de marcha para regressarem à Metrópole antes dos demais. Havia dias em que não havia aulas e os guarda costas iam buscar-me ao colégio. Eu sentava-me numa secretária no gabinete ao lado do da minha mãe e martelava incansável as teclas daquelas IBMs já eléctricas e super modernas. Ou divertia-me a pôr folhas de papel no destruidor. Quando via entrar os do 10º ficava aterrada. Depois lembrava-me de que os papéis se tinham invertido e agitava-me com a hipótese de vingança. Ela assinava todas as guias de marcha mas eu continuei a adoçar o leite com marmelada. Se lhe perguntava, dizia que tinha pena deles e do medo que sentiam. Já fui acusada de ser demasiado Calvinista. Souuáte? Não sou como ela, há pessoas de quem não consigo ter pena. Socorro-me de um certo budismo, que paguem agora, nesta vida, e talvez encarnem melhor para a próxima. Assim o desejo. Tudo isto para justificar a falta de simpatia pelos que perderam os tostões no BPP.
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Ora bem, fujo à guerra colonial, espeto-me na Rodésia, de seguida ando pelo mundo a juntar tostões. Volto a Portugal, a taxa de juro oficial é de 1,3%, mas um banco privado, que só aceita clientes com um mínimo de um milhão de euros promete 5% POR TRIMESTRE. Eu, como sou atrasada mental e sem custódia judicial, assino um contrato em inglês, em que sou informada de que o capital será investido em isto e aquilo, risco e rabisco, finjo-me analfabeta, e assino. Só vejo os 5% ao trimestre. O tempo na Rodésia também não me deu para aprender inglês. Um dia o banco estoira. Já não tenho o meu cadinho. Tenho ataques, espumo da boca, invoco a operação do meu Ruben Emanuel e as obras lá de casa. Outros invocam que o Salvador e a Constança já não podem fazer o MBA este ano, seja lá o que isso for. Poupem-me. Quando a esmola é grande o pobre desconfia. Quando aceita, é como pôr areia na vaselina e ainda perguntar de que cor quer o donante, e se porventura deseja algum aroma. Já tinham a lição do Madoff, mas acreditaram que o Estado português lhes ia garantir o capital que à foçanga entregaram a um banco privado e elitista.
Um garoto sentado nas escadas da Sé de Braga grita para o outro que chega a correr:
- Num biestes à dótrina? Fedesseste, o sô cura dê sàntinhes!*
Pois é, o sô cura dê sàntinhes, e continuará a dar a quem se fingir otário, ou Chico Esperto. Assim de repente não tenho vagar para distribuir os meus impostos por estes cavalheiros. PUTA QUE OS PARIU. Quem joga na pirâmide espera que o governo os indemnize quando a coisa estoira? E quando foi da D. Branca? Mas ainda houve um cabrãozinho, o tal que ‘fugiu à guerra’, que disse que o que cá fazia falta era outra PIDE. Mais um bocadinho e começo a acreditar em Deus e nos Seus castigos taumatúrgicos.
* Ouvisto ao vivo e em directo por uma amiga.
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Tagged: BPP
A igreja católica sugere aos seus padres a contribuição de 10% do salário como ajuda para ultrapassar a actual crise.
Eu não disse que eles eram mesmo maus? Tinha razão ou não tinha, hã?
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Tagged: Igreja católica, Religião
Está construída vai para 10 anos, mas não encontro fotografias.
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Um concurso na televisão espanhola oferecia cinquenta mil euros a quem apresentasse a solução do problema. Mantive-ma acordada até às cinco da manhã. Ninguém conseguiu, e foram muitos os que responderam. Esperei pela solução, mas tenho muitas dúvidas.
Aqui está o enunciado:
101 + 8 x 2 – (3 + 9) – 7 + 5 + 9 – 6=
A mim parece-me matemática básica, mas por muita conta que fizesse também não cheguei ao resultado, que dá para cima de 2000.
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Enganada. Só posso estar enganada. Ou o Sonotone ficou sem pilhas. 1 900 milhões, sim, MIL E NOVECENTOS MILHÕES de euros para construir 30 km de TGV.
E um outro fulano, ministro, suponho, garante que 54 000, CINQUENTA E QUATRO MIL empregos definitivos serão criados com o dito comboio em Portugal.
54 000 almas a trabalharem só para o comboio e os tais milhões para os kl, em quanto fica o bilhete para Madrid?
Tentei chegar ao preço por kl, mas são demasiados zeros para mim.
Valha-me Santo Eucarário, já me pergunto se não será da antena estar mal direccionada. Ou a pilha do aparelho? Ou eles mesmo?
Junto isto ao pânico generalizado por terem morrido 158 pessoas com vírus H1N1 (quantos morrem por dia só em Portugal com a nossa velha gripe?) e começo a acreditar que o problema é mesmo meu. Ando a comer alguma coisa que reduz drasticamente as minhas capacidades cognitivas.
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Este blogue contém fotografias eventualmente decepcionantes de Luis Figo.
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Tagged: Luis Figo nu
meninas africanas lesbicas negas trepand
luis figo nu
india nua vestida com pena sexo
historia do bolos da india de gelatina m
Lamento não poder servir estes delicados buscadores. Por outro lado, a lista de buscas que os fizeram cá vir parar é a única coisa de interessante que me tem acontecido. Para além de ter outra vez a canalização de casa entupida. Começaram as investidas dos turistas, fartam-se de tomar banho, e como a minha é a primeira casa a contar do mar, tramo-me. Dão-me taquicárdias quando penso que vem aí Julho e Agosto. Começo paulatinamente o açambarcamento de víveres. Faço surtidas aos restaurantes da serra em antevisões estratégicas. O mar tem dado muita conquilha, mas o das ostras de Cacela ainda não abre à semana. O Levante continua bravo e a água está no ponto. É tudo.
Ps.: Também apanhei umas multas valentes por não ter nenhum dos documentos exigidos para a condução de carro, excepto a carta, que me foi diligentemente apreendida. Foi-me aconselhado escrever ao Governador Civíl manifestando avançado estado de pobreza para que as coimas me sejam eventualmente desculpadas. Também não me custa assumir que não gosto mesmo nada de vírgulas.
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Tagged: Algarve, Férias, Praia
A Guiomar não tem bula e vademecum?
Já são muitos efeitos secundários,
e preocupo-me.

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From now on the english language will be the only one used here.

Amanhã talvez mude para catalão.
Mudo muito de ideias.
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A minha mãe fugia dos pacotes de puré como um pigmeu ancestral foge de um transistor.
Pelo meu lado, mudo de passeio quando passo na rua da moça que abriu um come-e-bebe para cámones e propõe gelatina caseira para sobremesa.
Mas enquanto fazia o jantar pensei nas memórias que a maior parte das pessoas que conheço tem das melhores comidinhas “lá de casa”, e os grandes vencedores são pratos de frango feitos pela mãe. O meu era o frango com whiskie e puré. Uma coisinha rápida, pelo meio flambeia-se o frango, as batatas estão quase no ponto, depois não dá trabalho nenhum, é só passar no passevite juntar o leite, as natas, a noz moscada, pimenta, a manteiga e bater, acrescentar os ovos batidos, contas feitas vão seis tachos e tigelas só para o dito, mais a geringonça de passar e a batedeira.
Esse frango ocupava o 3º lugar no ranking do que ela chamava “comida de puta”, só vencido pelo bife com batata frita e as salsichas com ovo. Ainda assim consegui convecê-la a fazer bifes duas ou três vezes.
Agora reconheço o olhar de viés quase a deserdar-me e o desgosto profundo de ter uma filha que prefere o fast food. Sim, porque a minha mãe cozinhava assim esses pratos rápidos na folga do pessoal* e aqui a degenerada gostava. Se sonhasse que muitas vezes uso cogumelos de lata…
Lá em casa o pessoal esteve de folga de Setembro de 1969 a Abril de 1974. Sim, vivíamos um pouco a contra-pêlo. Algum problema?
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Assomou-se aqui à balaustrada em crise de incontinencia verbal. Avisei uma vez, não parou. Avisei segunda vez, e antes de terminar já lhe tinha partido um vaso na cabeça. Mas o rapaz continuou. Agarrei numa pedra da minha colecção, mostrei-lha, e nem assim se calou.
A visita saldou-se com a amputação de uma lasca orelha por via da pedra, um rasgão no couro cabeludo por via do vaso e eu com um olho azul por via do tabefe que recebi a seguir. Mas lá que ele sangrava, sangrava. E não voltou.
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Sabe como gosto das não coisas.
Digam-me que não há nuvens e eu invento-as no seu melhor.
Falem-me em instantes e transformo-me em relógio sem ponteiros.
Reconheço o esplendor pelas vontades que o imbuem.
Sei de cor todos os fados cantadores de pinheiros,
lareiras e chãos de aldeia.
Gosto de patetas apressados e dos seus rastos de borrões.
Acima de tudo gosto de gostar.
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Agora quem me traz rosas silvestres?
Encontraram-no morto na berma da 125. Eram 3 da tarde. O Cláudio romeno veio dar-me a notícia. Sabía o quanto o estimava. Disse-me que a semana passada a malta da vila lhe tinha batido. Por isso morreu. Talvez. Ouvia-lhe religiosamente a chiadeira da artrite, o coxear da ciática, e as recordações de quando era enfermeiro psiquiátrico, antes de se meter nas duras. Mas retirou-se há anos. Agora vivia na casa onde nasceu e com a reforma pagava o empréstimo da casa da filha. Vivia de esmolas. Era inteligente. Era educado. Era um cavalheiro. Não era maluco. Todos lhe batiam. Estou triste.
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Vivo uma história de amor rara. Ele, 24 anos feitos hoje, não me diz uma palavra para além das que os olhos pretos disparam na minha direcção. Olha-me da cama quando preparo o Nestum matinal. Ajuda como pode, quando o visto na horizontal dos seus quase dois metros. Perante um qualquer desconforto agarra-me a mão e apaga-se-me o resto do mundo. Gosto-lhe o cheiro da nuca. Faço-lhe a barba, não tão amiúde como devía, mas é um momento solene. Protejo-o. Ele defende-se. Defende-se com uma saúde de touro, desafiando as premonições dos médicos, insultando as estatísticas e sendo feliz. Aos dois meses deitei-o na minha cama e fiquei a olhá-lo. Era um rapazinho perfeito. Sorria-me. Abracei-o e confessei que gostava que ficásse sempre assim, congelado naquele momento íntimo, na depêndencia que nos faz sentir fortes. O universo fez-me a vontade, um mês depois, na forma de uma doença rara. Nós os dois, com os médicos e os terapêutas, conseguimos que chegásse aos oito meses de desenvolvimento. Depois, senti que era contra sua vontade, e não deixei mais. Chorei, só aí chorei, temi estar errada, mas o Nuno Lobo Antunes com aqueles olhos de água garantiu-me que estava certa. Cá vamos andando, felizes e contentes, neste amor que não usa calculadora e que se faz de abro-te a janela para ouvires os pássaros, ai Jesus que tenho que casar com o dono da EDP, 260 euros de luz não é mole, mesmo nos tépidos algarves faz um frio de rachar para quem passa as noites contente e aos pinotes na cama e se destapa.
Parabéns, António. Amo-te
Obrigada, Nuno.
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A tia Ermelinda faz umas belas pomadas. Chamam-lhe enóloga, ou aeólica, ou o caraças, mas acho que é mesmo só inveja.
Só não tenho soluços porque fica mal às senhoras.
…sença que tenho que ir apanhar ar.
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